Feeds:
Posts
Comentários

USP, – 13 kg, psicanálise, câncer, amor, cachorro, família, abraços partidos (um em especial, que ainda dói), novos amigos, viagem, lágrimas, risadas até chorar, assumir ateísmo, camelar, passar fome pra emagrecer, conseguir emagrecer, hospital, UTI, carro novo, espetáculo novo, profissão nova, Freud, Jung, paixão, casamento renovado, Anima Mundi, Cuba (hahaha), Mirninha, Nakinha, SoSo, Wal, Roberto Nel, Cora Coralina, Abigail Suzana, Pucca Helena, Frederico José, Luís, Teresa, Tânia, Gilson, Mariana Serzedello, Fabio Barboza, Dexter, Camila Galante, Karin Kollnberger, Amanda Ribas, Thiago Andreuccetti, Marcela Barbin, Nikolas Lorencini, Osvaldo Gonçalves, Claudio Queiroz, Aline Savarese, Thais Ale.

Foi um ano difícil pra caralho! Como eu camelei, mas posso dizer que foi o ano mais produtivo da minha vida. Emagreci 13 kg, que estava postergando já fazia uns 3 anos, terminei a faculdade, finalmente, comecei o curso da minha vida e melhorei em diversos aspectos, principalmente conhecendo-me melhor, respeitando-me mais e entendendo meus limites e minhas forças, muitas julgadas inexistentes. Descobri-me uma pessoa infinitamente mais forte e mais capaz do que qualquer dia havia imaginado. Neste ano, tornei-me adulta de verdade, tornei-me senhora da minha existência, dona e consciente de minhas escolhas, porque, pra mim, viver é isso, ser capaz de fazer minhas próprias escolhas, de forma consciente e governar minha existência.

Obrigada amigos, que marcaram esse ano que passou, que estiveram ao meu lado, que me trouxeram trabalho, boas risadas, enxugaram minhas lágrimas ou as fizeram cair mais ainda… rs

Lembro-me de ter colocado em um post para 2011 o poema Roll the Dice, de Charles Bukowski, recitado por Bono Vox. E nesse ano foi exatamente o que eu fiz, joguei o dado, nem que isso significasse perder pessoas, empregos, coisas. Foi um ano particularmente difícil, mas que eu consegui reverter para as melhores coisas que aconteceram na minha vida. Foi um ano de lágrimas, mas muito mais de risadas e conquistas.

P.S: Coloco de novo o vídeo Roll the dice, porque é o que eu desejo pra vocês, amigos: Joguem o dado, nada melhor para resumir a vida do que estar sempre em movimento e nunca na inércia, tornar-se senhor da sua existência. Foi o que eu me tornei este ano, DONA DA MINHA VIDA.

 Nunca seja candidato a alguma vaga da FEBRACORP. Eles te chamam pra entrevista, não passam o endereço, quando você tenta fazer contato, ninguém atende o telefone e nem responde e-mail. A resposta que eu recebi hoje, quinze minutos DEPOIS do horário que seria a minha entrevista é a de que o endereço está no site. Mas eu tenho que adivinhar que a entrevista seria feita lá? Não poderia estar sendo feita por uma consultoria em RH ou em algum outro espaço locado? Como se eu não tivesse mais nada pra fazer e nenhuma outra entrevista pra ir, vou lá, gastar meu rico dinheirinho com estacionamento, gasolina, arriscando não ser atendida.

 A COORDENADORA, ainda me tratou com descaso, quando pedi para remarcar, agora com endereço correto, que deveria ter sido passado POR ELA.  Disse que aquele era o único horário dela. Não é obrigação do candidato fazer o que o profissional do RH, que tem todas as informações, não fez. Mais respeito, por favor. Sou um ser humano, e Recursos Humanos não deveria prezar por isso? Não é porque estou em busca de um emprego que preciso me humilhar, não mesmo.

Recomendo fortemente que assistam esse filme:

 

Link para download:

http://filmespoliticos.blogspot.com/2011/11/quebrando-o-tabu-fernando-grostein.html

Imagem retirada do site www.sociedaderacionalista.org

Má oê! Esse blog virou uma bagunça!

Fala de reflexologia, PM na USP, Yoga, cachorro! Pensei em apagar alguns posts antigos, pra deixar o blog mais coerente, com um tema específico, mas percebi que os textos refletem minha jornada nos últimos tempos.

E o que tem acontecido comigo nos últimos tempos é que ando mais “faladeira”, até brinquei com minha analista, dizendo que havia tomado a pílula da verdade (a minha verdade, não a verdade absoluta), porque não ando conseguindo ficar calada quando se tratam de minhas convicções. O ponto negativo disso tudo? O preconceito. O positivo? Descobrir pessoas parecidas com você, que você nem imaginava que pensavam desta forma.

O último episódio de minha indignação foi a questão da USP e ser rotulada por vagabunda, filhinha de papai e por aí vai… Mas essa é uma questão já resolvida e que não irei gastar mais nenhum minuto de meu tempo discutindo com os “mini-Alckmins”.

O assunto que me traz aqui hoje é um desabafo, daqueles que geram polêmica e, por isso, nunca havia tido a coragem nem a paciência de verbalizar em público, porque eu tenho uma certa preguiça dos moralistas e dos “estereotipeiros” (acabei de inventar essa palavra) de plantão.

Mas, aí vai: Eu não acredito em Deus. Nem um pouquinho, nem de longe. Ufa! O que me fez demorar em admitir essa questão é o discurso, geeente, que chaaaato: “Você deve ser muito amarga mesmo.” “Mas você não conheceu Deus de verdade.” “Quando passar por uma dificuldade de verdade, vai sair rezando pra Deus.” Mentira. Esse ano meu pai teve câncer e eu nem cogitei a ideia. Não acredito que alguma imagem psicótica vá poder curar o meu pai, que não sua vontade de ficar bem e a competência dos médicos que estão cuidando dele. Os mais ácidos ainda dirão: “Mas isso é castigo” (ui, que medo).

“Mas você não acredita nem um pouquinho?” Não, não sei nem a diferença entre Deus, Jesus e Maria – que, diga-se de passagem, foi uma invenção da Igreja Católica pra atrair mulheres, depois de serem demonizadas por terem comido a maçã. Acho que Deus é uma invenção da sociedade para que as pessoas lidem de uma forma mais fácil com questões sem explicações aparentes, com suas responsabilidades – nada melhor do que culpar Deus ou o demo por alguma coisa errada que aconteceu com a gente: “Deus quis assim.” Isso tudo é culpa do coisa-ruim.” Além de tudo, nada como poder controlar massas através do medo, do castigo, do inferno, da ira de Deus.

Comi a maçã! Serei condenada eternamente a sei-lá-o-quê, mas…

Eu não tenho medo de castigos eternos, nem de grandes salvações, e sou feliz assim. Não quero “converter” ninguém ao ateísmo, mas também peço respeito à minha não-crença. Ao contrário do que muitos pensam, sou tremendamente feliz, e já conquistei lá uma meia dúzia de coisas (rs), tenho uma família feliz, um lar com valores, sou ética, e respeito muito mais do que muita gente que se julga cristã e fica compartilhando discursos preconceituosos e raivosos, seja pra quem não acredita no seu deus, seja pra quem torce pro time diferente, seja pra quem tem determinada opção sexual.

E, cá entre nós, eu adoro uma maçãzinha! (rsrs)

Como tenho gostado de fazer, segue uma lista de links relacionados ao tema, pra quem quer se informar um pouco mais sobre o assunto:

 

 

http://sociedaderacionalista.org/2011/11/19/ser-ateu-e-bom/

 

http://veja.abril.com.br/blog/cenas-urbanas/cenas/contem-comigo/

 

 

 

“O Ministério Público de São Paulo abriu esse ano investigação para apurar, entre outras coisas, improbidade administrativa e lesão aos cofres públicos cometidas durante a gestão de Rodas que, curiosamente, já foi diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco.”

Para aqueles que ainda acham que a manifestação dos estudantes é só pela retirada dos PMs da USP. Para aqueles que leem a VEJA ……e assistem a Rede Bobo e acham que “tão” sabendo muito.

Eu tenho MEDO e VERGONHA das publicações como: “Eu acho que a PM deveria descer a borracha nos manifestantes.” Violência gera violência. Esse tipo de gente está acostumado a usar a violência como resposta, e, muito mais, como CÁLICE, se é que me entendem. Esse mesmo tipo de gente que acha normal brigar no trânsito, matar bandido e torturar presos políticos da época da ditadura.

O mais triste é ver que a maioria dos comentários vêm de jovens como eu, que já envelheceram (ou talvez nunca foram jovens) ideologicamente, não deixando a cabeça aberta para novas ideias e não buscando informações VERÍDICAS e NÃO TENDENCIOSAS.

Não sou a favor da ocupação da reitoria nem de que se consuma maconha livremente, já que a lei o impede. Mas quanta gente “tá” rotulando os manifestantes de maconheiros e não tem um baseadinho em casa? Sociedade hipócrita! Dos que postaram essas declarações, eu conheço um monte!

Sou contra, sim, a violência, o preconceito e a intolerância! Intolerância que mata milhares de pessoas em conflitos ao redor do mundo todo.

Pra você, que ainda não formou sua opinião sobre o assunto ou que está se questionando sobre algumas verdades refutáveis, fiz uma seleção de links, mostrando o outro lado da história, já que a mídia fez o favor de mostrar só um.

http://cbn.globoradio.globo.com/programas/cbn-noite-total/2011/11/08/A-ACAO-DA-POLICIA-MILITAR-NA-USP-E-A-QUESTAO-DOS-ALUNOS-DETIDOS.htm

http://mariafro.com.br/wordpress/2011/11/09/latuff-os-coturnos-do-senhor-reitor/

https://www.facebook.com/?ref=tn_tinyman#!/notes/shayene-metri/desabafo-de-quem-tava-l%C3%A1-reintegra%C3%A7%C3%A3o-de-posse/233831886679892

http://mariafro.com.br/wordpress/2011/11/04/latuff-todo-apoio-a-ocupacao-da-reitoria-da-usp-pelos-estudantes/

http://mariafro.com.br/wordpress/2011/11/06/professor-luiz-renato-o-maior-agressor-e-o-reitor-da-usp-agente-da-repressao/

 

 

Saudades dos familiares.

Faleceram no mesmo dia, em 05/10/1938.

Pedro Munhoz nasceu no dia 12/09/1889. Foi embora aos 49 anos.

Maria Munhoz nasceu no dia 15/08/1893. Desencarnou aos 45 anos.

No dia 05/10/1938, durante uma briga motivada por ciúme, Pedro colocou um ponto final na vida de sua esposa, Maria e em sua própria. Breves vidas. Vidas breves.

Hoje faz 73 anos que deixaram este mundo.

Não sei se Maria gostava de dançar, de bordar, ou se era “guapa”. Pedro “tampoco”. Não sei se nasceu em Madrid, em La Rioja ou se gostava de “Cocido Madrileño”. Nunca soube quais eram suas angústias, seus sonhos, seus medos, suas forças. Nunca ouvi o som de suas risadas ou a dor de suas lágrimas.

Eram meus bisavós paternos. Nunca soube nada de suas vidas, exceto que vieram da Espanha no século XIX, tentar a vida na cidade de Sousas, um município de Campinas. A história nunca havia sido contada.

Há 1 mês mais ou menos, fomos em busca de seus túmulos, no Cemitério Municipal de Sousas.  Foi quando meu pai me contou a trágica e triste história de suas vidas. Uma única sepultura, uma única data, duas vidas. Uma família desolada. Durante a briga, meu avô paterno, na época com 7 ou 8 anos, foi atingido por uma bala em seu joelho. Isso é SÓ o que se sabe. Nada mais. Meu avô nunca tocou no assunto.

Pedro e Maria, gostaria de tê-los conhecido. Ter tido a honra de desfrutar de suas companhias e de suas histórias pra contar.

Saber sobre meus antepassados me dignifica. E eu os respeito muito pela dor e tragédia que viveram.

Pedro e Maria, saudades dos familiares.

Quais suas crenças e preconceitos? São baseados em que? Assista o vídeo e surpreenda-se:

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.